Sesc Porto Nacional recebe exposição “Ritxoko: Uma ancestralidade do povo Inỹ” e espetáculo de contação de histórias indígenas

Publicado em 27/02/2026 às 17:59:50
Atualizado em 27/02/2026 às 17:59:54

A programação gratuita tem curadoria de Millena Kanela, Nandyala Waritirre e Aliãn Wamiri.


O Sesc Porto Nacional realiza em março uma programação especial gratuita que valoriza a cultura e a ancestralidade indígena brasileira. A mostra é viabilizada pelo projeto Arte Sesc em parceria com as curadoras Millena Kanela, Nandyala Waritirre e Aliãn Wamiri, com o objetivo de facilitar e promover o acesso à cultura em diversos municípios do estado.


Programação

No dia 06 de março, iniciamos com o espetáculo de contação de histórias Sentada na rede, minha avó cantava e contava histórias: narrativas orais indígenas, com Aliã Wamiri Guajajara, que acontece das 10h às 15h.


No mesmo dia, a partir das 19h, teremos a abertura da exposição Ritxoko: Uma ancestralidade do povo Inỹ, das curadoras Millena Kanela e Nandyala Waritirre. O acervo ficará aberto para visitação do dia 09 de março a 03 de abril, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Essa exposição conta com recursos de acessibilidade como audiodescrição e libras.


Para além do espetáculo e da exposição, no dia 05 de março também realizaremos uma oficina de Arte Educação Indígena para professores, com a mediação de Wamiri Guajajara. As inscrições são limitadas e os interessados podem conferir mais informações sobre a oficina clicando aqui.


Toda a programação é gratuita, de classificação livre para todos os públicos e acontece no Sesc Porto Nacional, localizado na Quadra 41A, Rua 09, S/Nº, St. Novo Planalto.


Sobre o espetáculo

Sentada na rede, minha avó cantava e contava histórias: narrativas orais indígenas, é um espetáculo onde Aliãn Wamiri narra e canta uma série de histórias que juntas tornam-se palco de memórias da infância e cosmovisão do seu povo originário.


Sobre a exposição - Ritxoko: Uma ancestralidade do povo In
As Ritxokos são bonecas que fazem parte da arte tradicional do povo In (Karajá), que vem do fundo das águas do rio Berohoky (Araguaia), localizado na Ilha do Bananal (TO). Produzidas com argila e feitas de modo artesanal, exclusivamente por mulheres, as bonecas serviam como uma espécie de brinquedo para as meninas. Contudo, por serem carregadas de simbologia e significado, sua função acaba indo além de um objeto recreativo, se tornando instrumento de perpetuação dos costumes da cultura do próprio povo, representada através das Ritxokos.


Sobre as curadoras

Nandyala Waritirre faz parte do povo Inỹ, é documentarista, estudante de Jornalismo na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e atua na fotografia desde a adolescência. Participou de coberturas fotojornalísticas de manifestações políticas e culturais, como a Marcha das Margaridas (2019), Acampamento Terra Livre (2019), Movimento Levante Pela Terra (2021) e o Ritual Hetohokỹ da etnia Inỹ (Karajá) na Ilha do Bananal (2018). Além disso, vem se aprofundando no mundo do audiovisual, direcionando seus estudos para produção de roteiros e direção cinematográfica e também escreve de forma independente sobre política e cultura em seu blog pessoal (https://nandyalaw.wordpress.com).

Millena Kanela pertence ao povo Inỹ, massoterapeuta e estudante de Jornalismo na Universidade Federal do Tocantins (UFT). Atualmente tem como objeto de estudo, o corpo como território primário e as maneiras de como levar essa autoconsciência através da massagem para dentro das aldeias e quilombos. Participou também da cobertura de eventos como o Acampamento Terra Livre (2019 e 2023), da Marcha das Mulheres Indígenas e Marcha das Margaridas (2019). Na área audiovisual, direciona os estudos para a captação de áudio de maneira independente.

Aliã Wamiri Guajajara é graduada em Educação Artística (Universidade Federal do Piauí) e tem especialização em Educação Profissional (Instituto Federal do Piauí). É educadora artística, produtora cultural, fitoterapeuta, ilustradora de literatura infantil e contadora de histórias. Tem experiência na área de Arte-educação voltados à cultura indígena para o público infanto-juvenil, educadores e pesquisadores. Comunidade em que vive: Aldeia Ukair, em Teresina, Piauí (onde é liderança espiritual).


Para agendamentos de visitas mediadas e mais informações, entre em contato pelo WhatsApp: (63) 3212-9922 ou pelo e-mail: mediacoespalmas@sescto.com.br.

Sobre o Sesc
O Serviço Social do Comércio (Sesc) é uma entidade privada sem fins lucrativos administrada pela Fecomércio Tocantins, que é ligada a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Por meio do acesso à cultura, educação, saúde, esporte, lazer e assistência, são oferecidos serviços e ações que melhoram a qualidade de vida dos brasileiros através de suas mais de 580 unidades por todo o país. 

Sesc - Uma instituição do Sistema Fecomércio Tocantins.
Fique por dentro de todas as novidades do Sesc Tocantins, acesse: www.sescto.com.br 

Facebook: www.facebook.com/sescto 

Instagram: @sesctocantins 

LinkedIn: sesctocantins 

TikTok: @sesctocantins 

Twitter: @sescto 

Youtube: SESCTO


(Texto com informações da equipe de Cultura do Sesc - TO)


Serviço: Assessoria de Comunicação do Sistema Fecomércio, Sesc e Senac Tocantins  Licença: Os textos podem ser reproduzidos gratuitamente, apenas para fins jornalísticos, mediante a citação da fonte.