Inclusão Social é prática nas Escolas Sesc no Tocantins

02/04/2019 15h00 | Atualizado em: 02/04/2019 15h08

Heitor Carvalho - aluno do 4º ano do Ensino Fundamental
Heitor Carvalho - aluno do 4º ano do Ensino Fundamental
Falar de diferenças pode parecer comum hoje em dia, mas, em se tratando de Educação, a questão merece um olhar atento, inclusivo e carinhoso. Hoje, 02 de abril, quando se celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, é uma data a se pensar e falar sobre o tema. Pensando assim, o Sesc Tocantins iniciou ontem, 1º – e segue até o próximo dia 05 – a Semana da Inclusão, uma série de palestras e atividades voltadas para a inclusão social, na Escola Sesc do Centro de Atividades de Palmas que fica na 502 Norte. Informações pelo telefone (63) 3212-9959.

Só na Escola Sesc do Centro de Atividades da 502 Norte, na capital, hoje são 11 alunos com algum tipo de deficiência. Lembrando que as deficiências são de várias formas, como a visual, a auditiva, a mental, a física, e a múltipla. Diante do desafio de se tratar desse tema, a Educação está realizando a Semana da Inclusão, com palestras, exibição de filmes, atividades culturais e de lazer e oficinas. Confira a sua programação:

01/04 – Conversa com a Psicopedagoga Tarciely Borges sobre Inclusão às 10h e 16h no cinema;
02/04 – Exibição de filme sobre Inclusão às 10h e 16n no cinema;
03/04 – Professores trabalham sobre esse tema nas salas de aula;
04/04 – Conversa com Edimar dos Santos sobre a linguagem de sinais (Libras) às 10h e 16h no cinema;
05/04 – Oficinas das diferenças com atividades para simular situações vividas no cotidiano por cadeirantes, entre outros, em todas as turmas.

Histórias inclusivas
Rosa Helena Ambrósio de Carvalho, 42, advogada, casada e mãe de dois filhos, sendo um autista, Heitor Carvalho, de 9 anos, que estuda o 4º ano do Ensino Fundamental no período da manhã e, à tarde, frequenta o Projeto de Habilidades de Estudo (PHE), um tipo de reforço escolar. Segundo ela, a Escola Sesc está sendo fundamental no processo educativo do filho. “Ele melhorou bastante a parte da socialização e a parte da independência, já lê, inclusive. O Heitor começou na Escola Sesc aos 2 anos de idade e, cerca de dois meses depois, ele foi diagnosticado com autismo”, afirmou.

Sobre a Educação no Sesc Tocantins, Rosa Helena, que também é presidente da Anjo Azul - Associação de Pais, Amigos e Profissionais dos Autistas do Estado do Tocantins, (confira mais sobre a Associação no site https://www.anjoazulto.com.br/), revelou que a Escola Sesc tem o compromisso para com o desenvolvimento total do indivíduo. “A Escola Sesc tem feito muito a diferença, as professoras são muito abertas, com uma dedicação ao novo. Sem falar que o Sesc está sempre capacitando os seus profissionais e deixa sempre uma abertura para fazer terapias como crescimento educacional”, disse.

Andreia Silva de Oliveira Levi, 38, professora há 19 anos na Escola Sesc, com formação em Letras Vernáculas, casada, é mãe de Heloisa Oliveira Levi, 4 anos, autista e que estuda na Educação Infantil. Ela conta que o diagnóstico veio quando Heloísa tinha 2 anos. “Quem me ajudou muito foi a Escola Sesc porque a gente, como pais, sempre acredita que os filhos são sempre normais, que eles não têm nenhuma deficiência. Essa ajuda veio principalmente no social, no sentido da interação social dela com as outras crianças. E foi através desse olhar da Escola Sesc que a gente pode correr atrás de especialistas e descobrir o diagnóstico dela, que é o autismo”, disse.

Ainda segundo Andreia Levi, que está grávida do segundo filho, a Escola Sesc foi fundamental no cuidado correto para com a filha. “Começamos bem cedo o tratamento dela. Com isso e com o apoio da Escola Sesc, temos percebido muitos avanços, principalmente na parte pedagógica e na social, como na parte da fala. Hoje ela fala, se expressa”, destacou.

Para Dayane Resende Martins Lino, Analista de Educação no Sesc Tocantins, a questão da inclusão social é tratada com todo o carinho nas Escolas Sesc no Tocantins. Atualmente, segundo ela, são 27 crianças com algum tipo de deficiência matriculadas em unidades educacionais do Sesc no estado, sendo: 11 em Palmas, seis no Centro de Atividades Sesc Araguaína – Anselmo da Silva Moraes, dois na Unidade Operacional de Gurupi, quatro no Sesc Morada do Sol em Araguaína, dois no Sesc Parque Primavera em Gurupi, e dois no Sesc Paraíso do Tocantins.

Para ela, a questão tem dois lados; “uma, a do acesso, em que a lei nacional de inclusão (Lei 13.146) fala que a gente não pode ‘prender’ a matrícula por conta do laudo (médico), e a escola não pode restringir essa matrícula porque ela trabalha o lado pedagógico da inclusão, não o lado médico. Segundo, pela permanência, que só é garantida pela formação do professor, onde ele faz um trabalho, olha o aluno e faz com que a inclusão aconteça de forma social na escola, garantindo o direito de que todas as crianças aprendam no mesmo ambiente, independente se elas são deficientes ou não”, afirmou.

Quanto aos avanços obtidos com a lei, a Analista ressaltou que “se antes uma criança com deficiência era matriculada em uma escola com um laudo, ela era atendida de forma separada, ou seja, o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Hoje, com a mudança promovida pelo Ministério da Educação (MEC), há o professor regente na sala de aula, no entanto, no contra turno escolar, tem o professor de AEE diretamente, atendendo de forma individual esse aluno no sentido de quebrar barreiras com relação à aprendizagem”.

Sobre o processo de capacitação dos profissionais da Educação diante dessa nova demanda, Dayane Resende destacou que desde o ano passado foi iniciado um processo de inclusão nas Escolas Sesc, com uma formação oferecida em 2018 pelo Sesc Nacional e que tratou também de inclusão. “Foi quando a gente viu a necessidade de se ter um regimento que falasse o que é inclusão dentro das Unidades Sesc no Tocantins. Então, nós temos um ano desse processo de formação. Hoje, o aluno deficiente está na mesma sala de aula dos outros colegas e, no contra turno, é que ele recebe um tratamento individualizado”, finalizou.

2 de abril - Dia Mundial da Conscientização do Autismo
Criada em 2008 pelas Organização das Nações Unidas (ONU), a data chama a atenção para a importância de conhecer e tratar o transtorno que atinge mais de 70 milhões de pessoas no mundo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem. Estima-se que atualmente há no Brasil 2 milhões de autistas, número que vem crescendo a cada ano. Sem escolher cor, raça, credo ou classe social, o autismo revela pessoas apaixonantes, tão diferentes assim como todo e qualquer ser humano. Eles sofrem muita discriminação por não seguirem a ‘cartilha social e educacional’ e sofrem com a falta de políticas públicas que assegurem na prática um tratamento adequado e baseado em evidências científicas, a exemplo da falta de escolas e empresas capacitadas para recebê-los e estimular as suas potencialidades.

Para saber mais sobre a Lei nº 13.146, de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), acesse o link https://bit.ly/1HN8xPt. E sobre a Lei nº 12.764, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, clique aqui https://bit.ly/1l7jopc.

Serviço
Educação – Escola Sesc no Tocantins

Ação: Realização da Semana da Inclusão em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo – 02 de abril
Data: de 1º a 05 de abril
Horário: às 10h e às 16h
Local: Escola Sesc em Palmas (Centro de Atividades da 502 Norte)
Informações: (63) 3212-9959

Imagem disponível para download em: https://bit.ly/2FMffrm

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(Texto: Ronaldo Coelho – Assessor de Imprensa Sesc - TO)
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