Arte ao Cubo

O Sesc Arte ao Cubo é um projeto de site specific que tem como espaço de exposição a praça externa do Centro de Atividades Sesc Palmas (Arno 51). É composto de três cubos, medindo 2,5 m cada face. O seu espaço pode ser utilizado de forma parcial ou total, ou seja, os cubos, os muros e a grama. As visitações acontecem de forma espontânea, podendo haver visitas mediadas para grupos organizados dependendo dos agendamentos.

 

 

Exposição “Coexistir”

 

A exposição “Coexistir” consiste em apresentar uma narrativa ilustrada que fala sobre o ciclo da vida, representado em um recorte pela etnia Xambioá que habita a margem direita do rio Araguaia, no município de Xambioá, no estado do Tocantins - Brasil.

 

Sendo o graffiti a principal técnica utilizada pelos artistas Bromo e Paulo Azevedo a intervenção permite dar voz a narrativas populares tradicionais, como a da cultura indígena ribeirinha, por meio do pensamento visual. O pensamento visual possibilita uma abertura para a poesia, para a metáfora, costurando um novo viés a partir do pensamento da cultural oral dos povos originários, no qual as histórias e narrativas são passadas através da palavra e da oralidade.

 

A obra aqui representada consiste em uma narrativa poética acerca das fases da vida, início, meio e fim, ilustradas através da figura de mulher xambioá, que representa o humano e a cultura tradicional, e de um peixe tucunaré, que representa a natureza em si e a pesca, principal atividade realizada pela comunidade. É ainda, o ciclo eterno da vida: a infância, a juventude e a velhice ilustradas nas faces centrais dos cubos. Representados tanto nas fazes femininas da mulher xambioá, quanto no ciclo de peixe tucunaré esse ciclo se conecta e se alimenta através do rio e da atividade pesqueira.

 

As ovas de peixe representam a gênese, o nascimento. A criança representa a infância e a descoberta do mundo, assim como também fala sobre a inocência e a inexperiência; a jovem e o peixe, que representam a vida adulta, sugerem o crescimento, o desenvolvimento pleno das faculdades físicas e mentais, a independência; e por fim, a idosa representa a maturidade e, com a pilha de peixes, traz à tona diálogos sobre a morte, o fim da vida, a carne, o alimento e recomeços.

 

A palavra “coexistir” cria um fio condutor estabelecido pelas relações que existem entre a comunidade e a natureza: a existência simultânea, nascimento, o cultivo, o crescimento, a morte e o consumo, que surgem em diversas escalas e momentos na questão indígena. Enquanto o indígena consome o peixe, a cultura indígena também é consumida por terceiros em forma de arte. “Coexistir” é exposição que fala sobre esses ciclos da vida, sobre poesia e vivência. É pensar o equilíbrio da vida, inspirado nos povos originários, buscando uma relação de coexistência com a natureza, e inspirar a nossos contemporâneos a pensar um modo de vida mais sustentável, é repensar nossos hábitos na busca da auto ética e da compreensão do viver coletivo. É acima de tudo, desfrutar da poética da vida.

 

 

 

Serviço

Cultura – Artes Plásticas

Ação: Exposição “Coexistir”, por Bruna Moreira e Paulo Azevedo (TO)

Período da Exposição: até 18 de março a 31 de maio

Local: Sesc Arte ao Cubo na praça externa do Centro de Atividades de Palmas (502 Norte)

Informações e visitas mediadas: (63) 3212-9922